APARELHAGEM (AMT)

A UN AMT desenvolve os seus negócios a nível global, através de cinco unidades industriais:

Arroteia – Matosinhos (Portugal): centro de competências de Engenharia e I&D, onde são articulados todos os vetores da cadeia de abastecimento global;

Santa Bárbara – Tarragona (Espanha): centro de competências em Subestações Compactas, tendo como área de atuação todo o mercado a espanhol;

Praga (República Checa): unidade industrial que tem como área de atuação todo o mercado do leste europeu;

Buenos Aires (Argentina): unidade industrial que tem como área de atuação toda a América do Sul;

Nashik (Índia): unidade industrial responsável pela produção de componentes e semiacabados para abastecimento das restantes unidades industriais.

269

269

Número de Colaboradores

61,8M€

61,8M€

Volume de negócios

6,4M€

6,4M€

EBITDA

VISÃO

Antecipar soluções para as infraestruturas de energia na nova Era energética.

MISSÃO

Criar valor através da conceção e disponibilização de equipamentos e soluções flexíveis para sistemas de produção, transporte e distribuição de energia elétrica.

ESTRATÉGIA

Desenvolver parcerias e uma oferta customizada e flexível, através de um modelo produtivo com deslocalização das unidades de sourcing e assemblagem.

QUE GEOGRAFIAS?

PILAR ESTRATÉGICO

Inovação
Tecnológica

  • Aumento da escala das linhas de produtos atuais
  • Upgrade da oferta atual de Alta Tensão
  • Desenvolvimento de abordagem integrada com service das outras Unidades de Negócio de Produto, acelerando serviços de revamping

Excelência
operacional

  • Potencial aumento da produção em países low-cost (LCC)
  • Continuação do desenvolvimento de esforços de eficiência para redução dos custos operacionais, designadamente via otimização do procurement

Proatividade
comercial

  • Primazia de um modelo fly-in/fly-out e de parcerias numa lógica de minimização de estruturas locais
  • Intensificação do foco nos mercados com certificações recentes, em paralelo com reforço nas geografias prioritárias
  • Intensificação de esforços comerciais conjuntos, visando a captação de sinergias em mercados e/ou clientes (upsell e cross-sell)

Foco no
Cliente

  • Maior rapidez nas certificações de produto
  • Melhoria no cumprimento dos prazos de entrega (On Time Deliver)

Desenvolvimento
do Talento

  • Construção de um modelo de carreiras dual, fomentador do desenvolvimento profissional das funções técnicas, a par das funções de gestão
  • Revisão do modelo de avaliação de desempenho, incorporando de forma transversal à Efacec a especificidade das famílias funcionais versus grupos funcionais
  • Revisão do modelo de compensações e benefícios, promovendo a orientação para os objetivos estratégicos (ex.: proatividade comercial) e táticos (ex.: redução do índice de sinistralidade) das Unidades de Negócio e Grupo
  • Definição de um modelo de gestão do talento que permita identificar colaboradores com elevado potencial e orientá-los para percursos de desenvolvimento profissional mais acelerados
  • Construção de um plano de formação comportamental, funcional e de gestão, que permita preparar os colaboradores para a visão Efacec 2020

A estratégia definida materializa-se em 19 iniciativas, que se prevê que tenham impacto positivo no EBITDA a partir de meados de 2017.

VISÃO GLOBAL DOS MERCADOS

O mercado global de Aparelhagem seguiu a tendência geral do mercado de equipamentos para o setor elétrico, denotando um crescimento muito moderado, tendo mesmo algumas regiões estagnado em termos de dimensão do mercado. No entanto, existiram alguns segmentos de mercado que se destacaram positivamente em termos de crescimento, nomeadamente o segmento de aparelhagem para o setor solar, em virtude da instalação de novos parques solares a nível global.

Ao nível regional, verificou-se que alguns mercados adiaram e cancelaram projetos devido à instabilidade do preço das matérias-primas base da economia e também da dependência de financiamentos externos. O mercado do Médio Oriente continuou a apresentar um volume considerável de novos projetos.

PERFORMANCE OPERACIONAL

Globalmente, o nível de encomendas cresceu cerca de 20% relativamente ao ano anterior, impulsionado fortemente pelo mercado do Médio Oriente, premiando os esforços e investimentos realizados pela Efacec nos últimos anos.

Adicionalmente, 2016 destacou-se pela abertura de novos mercados, como o mercado russo, através do fornecimento de distribuição secundária (quadros compactos), e pelo reabrir do mercado argelino, através do fornecimento de quadros modulares de distribuição secundária.

No âmbito das energias renováveis, levantaram-se várias oportunidades para o fornecimento de subestações fotovoltaicas (PVs – Photovoltaic Substations), tanto no mercado europeu, impulsionado pelas diretivas comunitárias, como nos mercados latino-americano e africano. Parte das oportunidades identificadas concretizou-se em encomendas, ainda em 2016, em particular em Portugal e na Holanda. A aposta nas energias renováveis, com soluções de postos de transformação para energia eólica e fotovoltaica produzidas na fábrica em Espanha, a par da abertura de uma nova fábrica na Índia para reforço do abastecimento de componentes e semiacabados ao nível global, foram igualmente marcos importantes em 2016.

No leste europeu, a UN AMT centrou todas as operações na República Checa, unidade a partir da qual realizou todos os negócios na República Checa, Eslováquia, Polónia, Bulgária e Roménia.

No que respeita ao mercado nacional, a UN AMT continua a ser líder de mercado, tendo, em 2016, sido eleita pela EDP Distribuição para o fornecimento de 180 unidades do seu novo produto – Revac (religador de corte no vácuo, desenvolvido para a gestão de linhas aéreas), demonstrando o reconhecimento da Distribuidora Nacional na capacidade técnica da Efacec.

A UN AMT reforçou também a sua presença e visibilidade no mercado através da participação em diversos eventos e feiras do setor, como o CIRED 2016, em Helsínquia, ou a European Utility Week em Barcelona, o que permitiu à Efacec posicionar-se como um player mundial e reconhecido do setor.

Em 2016, foram ainda reforçados os meios produtivos em Portugal, com a construção de novos laboratórios de Alta Tensão para inspeção final dos produtos, e lançados projetos transversais de lean manufacturing, com o objetivo de reforçar a competitividade e agilidade nos mercados globais.

O ano de 2016 foi também de forte investimento em I&D, através da construção de novos laboratórios de Alta Tensão, para a realização de ensaios de apoio ao desenvolvimento de novos produtos, e através da certificação de novos produtos de distribuição primária de ratings elevados (da gama Normacel – 17,5kV – 3150A/4000A e da gama Qbn7 36kV – 2500A), desta forma, potenciando a abertura de novos mercados.

A UN AMT recebeu, em Portugal, uma delegação da DEWA – Dubai Electricity and Water Authority para a certificação da fábrica, com o objetivo de fornecimento de equipamentos de distribuição primária, da gama Normacel, para a rede de distribuição elétrica do Dubai. A certificação da fábrica foi concluída com sucesso, estimando-se a obtenção de encomendas em 2017.

Em 2016, destacaram-se, ainda, os seguintes acontecimentos:

  • Restruturação orgânica, visando o foco no controlo da cadeia de abastecimento global, no desenvolvimento de processos industriais, na melhoria contínua transversal a todas as unidades industriais de AMT e no I&D tecnológico lançando, desta forma, bases para um crescimento sustentado a médio e longo prazo;
  • Consolidação da presença da Efacec no mercado do Médio Oriente através da concretização da encomenda do parceiro no Qatar, a ITCC – Imperial Trading & Contracting Company, relativa ao fornecimento de celas de distribuição primária (gama Normacel), para a Kahramaa – Qatar Electricity and Water Corporation. Os equipamentos incluídos neste contrato, de elevada complexidade técnica, serão fabricados nas instalações da Arroteia e o seu primeiro fornecimento está previsto para outubro de 2017, num total de mais de 2.200 unidades Normacel, para um período de 3 anos.
PERFORMANCE FINANCEIRA
INDICADORES ECONÓMICOS

(MILHÕES DE EUROS)

O negócio de AMT caracteriza-se por uma combinação de pequenos e médios contratos de fornecimento, habitualmente de curta duração e constantes, típicos do segmento de mercado de Distribuição Secundária, mas também, de contratos de grande dimensão e de menor frequência, com ciclos de fornecimento maiores, típicos do segmento de Distribuição Primária.

Alguns dos contratos de Distribuição Primária, pela sua dimensão, assumiram um relevo significativo nos indicadores de 2016. É o caso do contrato com a ITCC, já referido, no valor de 36 milhões de Dólares, para a Kahramaa que, no quarto trimestre do ano, veio complementar e solidificar o backlog de AMT, justificando o forte aumento registado nas encomendas.

O nível de encomendas aumentou 31% relativamente a 2015, assegurando um backlog sólido e, consequentemente, sustentando o crescimento esperado para 2017.

No que respeita às receitas (+9% que em 2015) e margem bruta (+31% que em 2015), o aumento face ao ano anterior está, por um lado, fortemente relacionado com a entrada em novos mercados e, por outro, com as medidas de otimização dos custos diretos da UN AMT, seja por via do sourcing de componentes, seja pela racionalização de processos e medidas de aumento de produtividade.

Acompanhando todas as medidas anteriormente referidas, o controlo e redução de custos de estrutura operacionalizados durante o ano levou ao crescimento da margem EBITDA de 6,2% para 10,4%, o que permitiu atingir rácios de rentabilidade bastante satisfatórios e em linha com o esperado.

EXPECTATIVAS PARA 2017

Uma vez que o Médio Oriente tem apresentado um crescimento considerável no setor onde atua a UN AMT, a presença da Efacec continuará a ser reforçada neste mercado. Tal irá materializar-se através da concretização das primeiras encomendas para países como o Dubai e o Irão, do reforço dos fornecimentos para a Arábia Saudita e do início dos fornecimentos para o Qatar.

Por outro lado, é expectável que o crescimento das energias renováveis ao nível global, nomeadamente na América Latina, África e Europa (Portugal, Espanha, França e Holanda), venha a ser um forte incentivo ao crescimento da unidade industrial de Espanha no fornecimento de Subestações Compactas.

No que respeita às operações na Argentina, espera-se um ano de crescimento moderado face às expectativas de evolução do mercado interno e da região da América Latina. Esta unidade industrial pretende aumentar as suas receitas, através de uma política comercial apoiada em agentes e distribuidores nas diversas províncias argentinas e fornecendo os mercados do Paraguai, Uruguai, Bolívia e Brasil.

A concentração dos negócios de AMT na unidade de Praga, operada em 2016, irá permitir a otimização dos recursos comerciais e operacionais, nomeadamente ao nível da cadeia de abastecimento, e um crescimento sustentado dos negócios no leste europeu.

Por fim, a aposta na melhoria contínua dos processos a nível global deverá sair fortalecida em 2017, através da conclusão dos projetos lean lançados em 2016, que irão potenciar a melhoria da performance operacional das unidades industriais, reduzindo os capitais empregues e o tempo de resposta ao mercado, bem como o aumento da capacidade de fornecimento aos diversos mercados.

UM OLHAR
SOBRE O NEGÓCIO

ARMANDO
FERNANDES

UNIDADE DE NEGÓCIO DE APARELHAGEM

No final de 2016, verificou-se um peso muito relevante dos mercados do Médio Oriente nos negócios da UN AMT. Qual a estratégia subjacente a esta realidade?

Com o fraco crescimento do mercado europeu, os mercados que mais crescem no mundo, no nosso setor, são o Médio Oriente, a América Latina e a Ásia. Sendo este último extremamente concorrencial, face aos players asiáticos, os outros dois mercados são uma aposta clara da Efacec.

No caso do Médio Oriente, o mercado é extremamente exigente em qualidade e capacidade técnica (requer um produto de excelente qualidade e de ratings elevados), somente ao alcance dos grandes players mundiais. É, neste contexto, que a Efacec tem uma palavra a dizer, através do seu portefólio completo e reconhecidamente de qualidade. Por outro lado, somos reconhecidos pelos nossos clientes e concorrência, por termos uma grande capacidade técnica e de flexibilidade de customização do produto final, adaptando-o às necessidades do cliente, o que nos coloca numa posição muito vantajosa face aos grandes players mundiais. Quando determinámos o Médio Oriente como um mercado alvo preferencial, tivemos todas estas questões em consideração. No entanto, para o alcançar, tivemos que realizar fortes investimentos na certificação dos nossos produtos em laboratórios internacionais. Felizmente, fomos bem sucedidos e temos, hoje, um mercado de grande potencial pela frente, ao alcance somente dos melhores.

Das medidas estruturais que foram lançadas em 2016, quais identifica como mais significativas para sustentar o negócio no longo prazo?

Um dos maiores desafios do AMT é a sua capacidade de resposta a um mercado cada vez mais exigente, competitivo e capaz de nos excluir rapidamente se não lhe respondermos convenientemente. Hoje, o cliente compra cada vez mais tarde e exige uma resposta adequada.
Para responder a estes desafios, as organizações têm que ter uma grande flexibilidade, a par de uma forte capacidade de adaptação. Neste contexto, durante o ano de 2016, a UN AMT lançou um conjunto de medidas que visam responder de forma eficaz a estas questões.
Em primeiro lugar, alterou a organização de forma a dar relevo ao controlo da sua cadeia de abastecimento (opera em 5 geografias diferentes), à melhoria contínua dos processos e ao lançamento de novos produtos (e novos ratings), através da melhoria dos meios ao seu alcance. Em segundo lugar, investiu numa nova fábrica na Índia, aumentando a sua capacidade de fornecimento de componentes e semiacabados, de forma a diminuir os custos do produto final das suas unidades produtivas. Em terceiro lugar, lançou projetos de lean com o objetivo de diminuir os capitais envolvidos na operação e o tempo de resposta ao mercado. Todas estas medidas, conjugadas, irão potenciar a nossa cada vez maior competitividade nos mercados internacionais.

Quais são as novas tendências do mercado e de que forma considera que a UN AMT as está a acompanhar?

O mercado apresenta uma tendência, no médio e no longo prazo, para requerer produtos insensíveis ao ambiente em que são inseridos, com elementos de isolamento ecológicos, sem manutenção, integrados e remotamente controlados, entre outras exigências.
Estes desafios têm de ser claramente identificados de forma a acautelar o futuro. O nosso Gabinete de Gestão de Tecnologia tem em mãos o desenvolvimento de vários produtos e subprodutos que vão de encontro aos desafios que o mercado nos coloca, desde produtos com tecnologias de corte isentas de SF6, recorrendo a isolamentos sólidos, passando pelo controlo eletrónico e terminando na sensorização.

Em resumo, o I&D é um dos pilares básicos do negócio de AMT e nesse sentido, temos que estar extremamente atentos ao que o mercado exige em cada instante.