TRANSFORMADORES (TRF)

673

673

Número de Colaboradores

146,3M€

146,3M€

Volume de negócios

7,2M€

7,2M€

EBITDA

VISÃO

Ser o parceiro preferencial e antecipar soluções inovadoras e personalizadas para infraestruturas de energia, numa nova Era energética sustentável.

MISSÃO

Conceber e desenvolver equipamentos e soluções inovadores e flexíveis, contribuindo para o aumento da eficiência dos sistemas de produção, transporte e distribuição de energia elétrica, utilizando as mais modernas tecnologias e integrando diferentes competências, numa organização que valoriza as pessoas e privilegia a melhoria contínua.

ESTRATÉGIA
  • Manutenção da vanguarda tecnológica como fator determinante para garantir a competitividade e qualidade dos produtos, o cumprimento das preocupações ambientais e o reforço da imagem como fabricante de prestígio
  • Foco nos clientes e nos mercados selecionados
  • Promoção das melhores práticas e maior eficiência dos processos, valorizando as pessoas através de formação contínua e desenvolvimento de competências
QUE GEOGRAFIAS?

PILAR ESTRATÉGICO

Inovação
Tecnológica

  • Foco em produtos com vantagem competitiva e sustentável, sobretudo Subestações Móveis e Transformadores de Potência
  • Manutenção da oferta de Transformadores de Distribuição, explorando oportunidades nos atuais contratos-quadro e privados
  • Desenvolvimento de soluções convergentes com as tendências de mercado

Excelência
operacional

  • Eliminação de ineficiências existentes no processo produtivo (ex.: lógica one piece flow, pull, relação fornecedor cliente, etc.)
  • Aprofundamento de medidas de redução de custos, como parcerias com fornecedores, modularização e/ou redesenho de produto

Proatividade
comercial

  • Primazia de um modelo fly-in/fly-out, utilizando estruturas locais da Efacec quando existentes
  • Continuação da estratégia diferenciadora por linha de negócio/produto
  • Reforço da presença em mercados prioritários

Foco no
Cliente

  • Melhoria do Through-Put Time
  • Adaptação de produtos aos requisitos do cliente
  • Melhoria no cumprimento dos prazos de entrega (On Time Deliver)

Desenvolvimento
do Talento

  • Construção de um modelo de carreiras dual, fomentador do desenvolvimento profissional das funções técnicas, a par das funções de gestão
  • Revisão do modelo de avaliação de desempenho, incorporando de forma transversal à Efacec a especificidade das famílias funcionais versus grupos funcionais
  • Revisão do modelo de compensações e benefícios, promovendo a orientação para os objetivos estratégicos e táticos (ex.: proatividade comercial)
  • Definição de um modelo de gestão do Talento que permita identificar colaboradores com elevado potencial e orientá-los para percursos de desenvolvimento profissional mais acelerados
  • Construção de um plano de formação comportamental, funcional e de gestão, que permita preparar os colaboradores para a visão Efacec 2020

A estratégia definida materializa-se em 24 iniciativas, que se prevê que tenham impacto positivo no EBITDA a partir de meados de 2017.

VISÃO GLOBAL DOS MERCADOS

A tendência para diferir novos investimentos e o prolongar da vida útil de ativos críticos da rede, como os transformadores de potência, tem continuado a caracterizar alguns mercados, sobretudo o europeu.
No entanto, a estratégia europeia de reforço das interligações transfronteiriças, como nos países nórdicos e bálticos, visando uma Europa interligada ao nível energético, tem equilibrado um pouco essa tendência.

A Europa e os EUA continuaram a ser regiões relevantes no que diz respeito aos transformadores. Geografias com economias fortemente dependentes do petróleo, como alguns países africanos, onde se incluem Angola e Moçambique, viram alguns dos seus investimentos adiados ou cancelados.

PERFORMANCE OPERACIONAL

REINO UNIDO
No ano de 2016, o mercado do Reino Unido manteve-se como principal mercado para TRF. As utilities britânicas UK Power Networks, SSE – Scottish and Southern Energy, Electricity North West, Scottish Power e Northern Powergrid – foram os principais clientes da Efacec, mantendo-se ativos oito contratos plurianuais para Transformadores de Distribuição e dois contratos plurianuais para Transformadores de Potência.
Em 2016, foi também entregue à SSE o primeiro transformador Core de 400kV e recebida a encomenda para dois novos transformadores de 1200MVA e dois de 480MVA para a rede de transmissão de 400kV da Escócia.

PORTUGAL
Em Portugal, destacou-se a colocação em serviço de três transformadores trifásicos e de um banco de transformadores monofásicos, bem como a encomenda de três Transformadores de Potência Core, para a REN – Redes Energéticas Nacionais. Para a central de produção de energia de Foz Tua da EDP, foram fabricados e entregues dois transformadores de 160MVA 412kV.
Neste ano, realizaram-se também várias vendas de Transformadores de Distribuição para diversos clientes industriais, distribuidores e exportadores.

ESPANHA
Relativamente ao mercado espanhol, destaca-se, entre outros, o fornecimento de Transformadores de Potência de 600MVA 400kV e a encomenda de um igual banco de transformadores Shell para a rede de transmissão da REE – Red Eléctrica de España. As utilities Gas Natural Fenosa e Iberdrola continuaram entre os principais clientes, tendo mantido a confiança na Efacec para fornecimentos de transformadores, tanto para as suas redes de distribuição, como para as instalações de produção de energia.

FRANÇA
O mercado francês tem vindo, nos últimos anos, a ganhar relevância para TRF. Ao abrigo dos contratos com a EDF – Electricité de France, foi instalado o primeiro transformador de 100 MVA destinado à cidade de Paris.
Foram também fornecidos, para a rede de transmissão do país, RTE – Réseau de Transport d’Électricité, seis Transformadores de Potência e recebida a encomenda do primeiro transformador do projeto Haute Durance.
Também durante o ano de 2016, foi fornecido o primeiro transformador Efacec para uma central de produção hídrica em França, pertencente à Compagnie National du Rhône.

ANGOLA
Para o Aproveitamento Hidroelétrico de Laúca, foram fabricadas e entregues na subestação as primeiras três unidades de 371MVA 400kV, fornecimento através de um contrato com a empresa austríaca Andritz Hydro para o fornecimento de 8 Transformadores de Potência de geração inseridos numa central com uma potência de 2074MW.

ARGENTINA E URUGUAI
A Comisión Técnica Mixta de Salto Grande, um organismo binacional, da Argentina e do Uruguai, com aproveitamento hidráulico e uma capacidade de potência instalada de 1890MW, recebeu o fornecimento de três transformadores monofásicos tipo Shell de 100MVA 512kV, Transformadores de Potência de geração da mais elevada gama de tensão produzida pela Efacec.

COLÔMBIA
No universo do grupo ENEL, a Efacec garantiu para a Codensa, utility colombiana, o fornecimento de uma Subestação Móvel de 40MVA 115/34,5-13,2-11,4kV, complementada por um módulo GIS 115kV e quatro módulos de Celas de Média Tensão.

EUA
O mercado dos EUA continuou a afirmar-se como o principal mercado para as Subestações Móveis, com a encomenda de oito novas Subestações para a Alabama Power, Ameren, Duke Energy e Oncor. De destacar ainda a conclusão do fornecimento de sete transformadores monofásicos de 250MVA 500kV contratados pela Entergy, utility que opera redes de energia elétrica nos estados de Arkansas, Louisiana, Mississippi e Texas, com mais de 2,9 milhões de clientes. De salientar, ainda, os dois Transformadores de Potência de geração, que são os transformadores de maior potência e maior massa produzidos em Portugal, um de 750MVA 525/22.8kV e outro de 760MVA 230/22.8kV, destinados à Central Nuclear de McGuire da Duke Energy, cliente do Estado da Carolina do Norte.

Fruto de uma preocupação constante por parte de TRF, em apresentar ao cliente produtos tecnologicamente evoluídos e competitivos, durante o ano 2016, foram lançadas diversas iniciativas de melhoria dos processos de engenharia, design, conceção e cálculo de transformadores, das quais importa destacar:

  • Sistema de amarração da parte Ativa: sistema de aperto ajustável, melhorando níveis de ruído e reduzindo perdas.
  • Formação de Fases Core: cálculo automático baseado em planos 3D paramétricos e elaboração automática do dossier de fabrico.
  • Shell Transient: desenvolvimento de um programa de simulação das ondas de choque ao longo dos enrolamentos dos transformadores Shell.
  • SmarTHER Core TF: conceção de transformadores termicamente mais eficientes, com otimização do atual ciclo de desenvolvimento do produto, mais inteligentes e mais flexíveis, através de modelização numérica multífisica e multidisciplinar combinada, modelização algébrica e respetivas validações experimentais multiescala.
  • iCubas5D: cálculo, projeto e fabrico inteligente de cubas para transformadores de potência. Pretende-se juntar a potencialidade das mais modernas ferramentas de representação 3D, com o cálculo e desenho automático por forma a minimizar o tempo de passagem, tornando as soluções ainda mais simples e ergonómicas, “amigas do fabrico”, dando resposta às cada vez mais acrescidas preocupações em QAS (Qualidade, Ambiente e Segurança).
  • Projeto QT2: Desenvolvimento de uma nova gama de transformadores Core de baixo ruído.
PERFORMANCE FINANCEIRA
INDICADORES ECONÓMICOS

Em 2016, as encomendas registaram uma diminuição na ordem dos 15,3 milhões de Euros, menos 13% face ao mesmo período de 2015. Os países que mais contribuíram para este decréscimo foram os EUA (-11,8M€), o Chile (-5,4M€) e Portugal (-3,8M€). No entanto, é de destacar o valor significativo do mercado espanhol, que registou um aumento de 12 milhões de Euros face ao período homólogo.

Em termos de receitas, verificou-se um acréscimo de 16% face a 2015, traduzindo-se em cerca de 20,2 milhões de Euros, sendo o Reino Unido o país em que o aumento foi mais significativo, cerca de 18 milhões de Euros, e tendo no parceiro Scottish and Southern Energy plc o maior cliente.

A margem bruta registou um acréscimo de cerca de 1,2pp em 2016. Este aumento ficou a dever-se essencialmente à melhoria da margem nos mercados espanhol e angolano.

O EBITDA reduziu -0,3 milhões de Euros, face a 2015, devido, essencialmente, às diferenças de câmbio. Em 2015, TRF registou um valor positivo em diferenças de câmbio, na ordem de 6 milhões de Euros e, em 2016, contabilizou diferenças de câmbio negativas de 0,7 milhões de Euros. Este efeito negativo anulou por completo o contributo positivo do aumento da margem bruta de 4,0 milhões de Euros e a diminuição dos custos indiretos de 1,5 milhões de Euros.

EXPECTATIVAS 2017

Para 2017, prevê-se uma performance favorável, alicerçada nos indicadores internacionais de crescimento sustentado do setor. Tal poderá ser visível quer pela via dos novos investimentos, quer pelo crescimento do mercado de substituição de máquinas com mais de 40 anos em serviço.

A entrada em novos mercados e clientes focar-se-á sobretudo, na Europa (Norte e Central), estando também previsto um reforço da presença nos EUA e no Médio Oriente.

O negócio das Subestações Móveis continua a revelar-se muito promissor, tendo por isso sido reforçado com a criação de uma equipa exclusivamente dedicada, tendo em vista a duplicação da atividade em 3 anos.

A aposta na melhoria contínua dos processos em toda a cadeia de valor irá seguramente traduzir-se num acréscimo de competitividade global desta atividade, potenciando um incremento significativo da performance operacional das unidades industriais, reduzindo o fundo de maneio e os tempos de entrega, e aumentando, assim, a capacidade de fornecimento.

UM OLHAR
SOBRE O NEGÓCIO

FERNANDO
VAZ

UNIDADE DE NEGÓCIO DE TRANSFORMADORES

A estratégia para TRF passa por um crescimento de encomendas em cerca de 50%. De que forma é que se pretende garantir a concretização deste objetivo?

A aposta de crescimento para 2017 centra-se essencialmente em três regiões: Europa , EUA e Médio Oriente. No caso da Europa, a estratégia passa por um alargamento da presença a outros países, potenciando o sucesso que temos conseguido, por exemplo, no Reino Unido. Pretendemos crescer em Espanha e França e estamos já a trabalhar, desde 2016, nas homologações para entrada noutros países da Europa do Norte e Central.

O Médio Oriente é também um mercado extremamente exigente em termos de qualidade e capacidade técnica e, por esse motivo, apenas acessível a fabricantes de primeiro nível. A Unidade TRF poderá entrar no mercado apresentando o seu portefólio completo, a longa lista de referências, a flexibilidade na adequação aos requisitos dos clientes e a imagem de qualidade reconhecida. No entanto, para entrar nestes mercados, torna-se necessário continuar as homologações que iniciámos em 2016 e alargar ao maior número de países da região. Neste enquadramento, já em 2017 participámos na Middle East Electricity no Dubai e iremos participar em alguns dos importantes concursos que irão acontecer.

Nos EUA, e sendo um mercado que conhecemos bem, e onde somos reconhecidos, vamos reforçar a rede de agentes presentes no terreno e a força comercial própria. Estamos certos que continuaremos a ter sucesso neste mercado tão importante e que conseguiremos ainda alavancar e concretizar um maior número de oportunidades.

A nível estrutural, quais as medidas internas atualmente no terreno para assegurar esta estratégia de crescimento?

Em 2016, foi lançado um conjunto de iniciativas que visam o aumento de competitividade e que irão permitir complementar a característica distintiva da excelência da Tecnologia Efacec.

De facto, esta característica distintiva não pode conduzir a uma presença apenas em mercados de nicho e de máquinas especiais. Precisamos de assegurar um maior volume de encomendas de média série, muito assente em framework agreements, que obrigam a preços muito mais competitivos. E é precisamente isso que pretendemos, com esta aposta em mercados como Europa, EUA e Médio Oriente.

A aposta na melhoria contínua dos processos em toda a cadeia de valor vai assegurar esse acréscimo de competitividade dos produtos e potenciar um incremento significativo da performance operacional das nossas unidades industriais, para garantir o cumprimento prazos, e aumento significativo da capacidade de produção. Este output será fundamental para mantermos níveis de performance com avaliação de excelência, por parte dos nossos clientes.

Para além das iniciativas lean em curso, estamos também a apetrechar as áreas de engenharia das mais recentes ferramentas de desenho, cálculo e simulação que permitirão otimizar os projetos de conceção das máquinas e consequentemente reduzir dimensões e custos.

Do ponto de vista da tecnologia, que tendências e evoluções se prevêem?

Este tema está a ser seguido com muita atenção, em colaboração com o Gabinete de Gestão de Tecnologia. Acompanhando as tendências de evolução de processos da Indústria 4.0 e as preocupações de sustentabilidade ambiental, nomeadamente as relacionadas com ecodesign, economia circular, utilização de óleos vegetais e máquinas de baixo ruído, temos várias iniciativas em curso para dar resposta a estes desafios.
Existem outras tendências, de cariz mais tecnológico, como a regulação através da utilização de eletrónica de potência, tecnologia HVDC – High-Voltage Direct Current, introdução de sensorização na monitorização das máquinas, tendo em vista o asset management integrado das instalações, que estão no roadmap de 2017.

Podemos dizer que temos uma equipa de I&D com as competências certas para o acompanhamento das novas tendências tecnológicas e para o lançamento e concretização dos projetos que permitirão à Efacec manter-se na linha da frente do setor.