AUTOMAÇÃO (ASE)

284

284

Número de Colaboradores

39,8M€

39,8M€

Volume de negócios

3,7M€

3,7M€

EBITDA

VISÃO

Tornar a Efacec uma referência mundial no mercado de Sistemas e Produtos de Automação, Proteção, Gestão de Sistemas de Energia e Conversão de Energia.

MISSÃO

Alcançar níveis e padrões de excelência no desenvolvimento e fornecimento de Sistemas e Produtos de Automação, Proteção, Gestão de Sistemas de Energia, Conversão de Energia e Espaço, sustentados numa forte orientação na melhoria contínua e satisfação dos diferentes stakeholders

ESTRATÉGIA
  • Garantir a sustentabilidade do crescimento, através do reforço do mercado doméstico e de um forte crescimento do volume de negócios internacional
  • Desenvolver uma proposta de valor assente em soluções de automação e proteção com produto próprio e de flexibilidade elevada, permitindo uma adaptação às especificações dos clientes
  • Apostar na produtização
QUE GEOGRAFIAS?

PILAR ESTRATÉGICO

Inovação
Tecnológica

  • Aposta na produtização
  • Escalagem do negócio da Gestão de Redes
  • Posicionamento como parceiro de referência no roll-out de hardware de Média Tensão no âmbito do desenvolvimento de smart grids

Excelência
operacional

  • Desenvolvimento continuado de esforços de eficiência para redução dos custos operacionais, designadamente via otimização do procurement

Proatividade
comercial

  • Aposta em geografias com maior escala e melhores margens, balanceando com presença em países de menor risco
  • Foco em mercados com utilities de âmbito local ou regional
  • Reforço de parcerias locais para servir mercados oportunísticos e/ou países com dificuldade de acesso ao mercado pela Efacec
  • Intensificação de esforços comerciais conjuntos, visando a captação de sinergias em mercados e/ou clientes (upsell e cross-sell)

Foco no
Cliente

  • Maior rapidez nas homologações e projetos de I&D
  • Melhoria no cumprimento dos prazos de entrega (On Time Deliver)

Desenvolvimento
do Talento

  • Construção de um modelo de carreiras dual, fomentador do desenvolvimento profissional das funções técnicas, a par das funções de gestão
  • Revisão do modelo de avaliação de desempenho, incorporando de forma transversal à Efacec a especificidade das famílias funcionais versus grupos funcionais
  • Revisão do modelo de compensações e benefícios, promovendo a orientação para os objetivos estratégicos (ex.: proatividade comercial) e táticos (ex.: redução do índice de sinistralidade) das Unidades de Negócio e Grupo
  • Definição de um modelo de gestão do talento que permita identificar colaboradores com elevado potencial e orientá-los para percursos de desenvolvimento profissional mais acelerados
  • Construção de um plano de formação comportamental, funcional e de gestão, que permita preparar os colaboradores para a visão Efacec 2020

A estratégia definida materializa-se em 18 iniciativas, que se prevê que tenham impacto positivo no EBITDA a partir de meados de 2017.

VISÃO GLOBAL DOS MERCADOS

Tem-se verificado globalmente uma tendência crescente de implementação de soluções de automação de redes e de monitorização e gestão dos ativos críticos por parte das utilities de energia. Tal é, sobretudo relevante nas geografias da América do Norte e Europa Ocidental, onde a contínua e crescente incorporação de fontes de energia renovável, como a eólica e solar, bem como as interligações entre regiões e países têm gerado desafios técnicos e de gestão às redes de energia, cuja superação passa pela aposta na respetiva automação e controlo.

Adicionalmente, a nível global, verificou-se um contexto macroeconómico caracterizado por alguma contenção ou atraso de investimentos. No entanto, apesar deste enquadramento, as oportunidades para a Unidade de Negócio continuam em crescimento, nomeadamente na Europa Central, com destaque para a Roménia, e na América do Sul, com destaque para o Brasil.

PERFORMANCE OPERACIONAL

Fruto da integração de novos negócios, no âmbito do processo de reorganização da Efacec, a UN ASE definiu, em 2016, uma nova estrutura orgânica que privilegia a verticalização das diferentes áreas de atividade, assegurando o reforço da liderança, do foco e da orientação para o resultado, e potenciando sinergias, trabalho em equipa, partilha do conhecimento e comunicação. A nova estrutura irá permitir o posicionamento da Unidade de Negócios para os desafios de crescimento que a digitalização das redes de energia comporta.

MALÁSIA
No âmbito de sistemas SCADA para gestão de infraestruturas ferroviárias, a Efacec concluiu com sucesso o projeto Klang Valley Mass Rapid Transit Project, em Kuala Lumpur. Este projeto visou o fornecimento de um sistema para a gestão da rede elétrica de tração, com um sistema principal de distribuição de energia e um sistema de disaster recovery redundante. O sistema ferroviário em Kuala Lumpur é composto por uma nova linha entre Sungai Buloh e Kajang, com 32 estações e 51km de comprimento.

NORUEGA
Ainda no âmbito de sistemas SCADA para gestão de infraestruturas ferroviárias, concluiu-se também a implementação do sistema de gestão no Metro Ligeiro de Bergen (linha vermelha com 15 estações e 9,8km de comprimento).

PERU
Em agosto, a Efacec concluiu com sucesso a implementação de um sistema de automação e controlo para a ENEL Distribución (ex-EDELNOR), na subestação de transmissão de 220/60kV designada Malvinas.

CHILE
A Efacec concluiu o fornecimento de um sistema de automação de subestações para a empresa de transmissão de energia elétrica Transelec. O sistema foi implementado na subestação Ciruelos de 220kV, no âmbito de expansão de duas linhas de AT.

TANZÂNIA
A Efacec concluiu dois novos contratos para a Tanesco – Tanzania Electric Supply Company, que compreenderam o fornecimento, configuração e comissionamento de sistemas de automação para a subestação de 220/132kV e central térmica de 150kW, ambas designadas Kinyerezi. O projeto teve uma aceitação muito positiva por parte do cliente, o que conduziu à posterior adjudicação de projetos de expansão da subestação e da central.

MOÇAMBIQUE
A Efacec implementou o sistema SAS para a empresa EDM – Electricidade de Moçambique, para a subestação de transmissão Matambo de 220/66/33kV, situada na zona norte de Moçambique. Este projeto foi inserido num contrato mais abrangente de expansão desta subestação de transmissão, que fornece a energia às maiores concessionárias de minas de carvão de Moçambique, e interliga também a central hidroelétrica Cahora Bassa à rede de 220kV.

GEÓRGIA
A Efacec implementou o sistema SAS para a Georgian State Electrosystem, empresa de transmissão de energia da Geórgia, na subestação de transmissão Jvari com os níveis de tensão de 500/220/10kV.

Em 2016, destacaram-se, ainda, os seguintes acontecimentos:

  • Lançamento de novas gamas de IEDs – Intelligent Electronic Devices de proteção e controlo para a transmissão, distribuição e geração (Série 500, 450 e 430).
  • Lançamento de 4 grandes projetos de I&D, com financiamento aprovado em mais de 50%: DSGrid – subestações digitais, ADMS4LV – SCADA avançado para redes de distribuição, NextSTEP – PT do Futuro, e PowerFlow – armazenamento de energia com nova tecnologia de baterias de caudal.
  • Celebração do maior contrato de aquisição de relés com a Electrica Muntenia Nord, da Roménia. De destacar, o fornecimento para diversas subestações de 110/20 kV, na Roménia, de mais de 1.500 relés das mais recentes gamas de IEDs de proteção e controlo: as Séries 500, 450 e 430.
  • Celebração de um novo contrato para o fornecimento de sistemas de automação de subestações para a Electricity and Water Authority de Bahrain, fruto de uma longa cooperação com a Efacec. Este contrato demonstrou a contínua preferência pela tecnologia da Efacec, totalizado mais de 50 subestações comissionadas, todas elas equipadas com sistemas integrados de automação, proteção e controlo da Efacec, nos últimos 10 anos.
  • Assinatura de um acordo de contrato programa com a Energinet – utility transmissora da Dinamarca, uma das mais importantes da Europa, para o fornecimento de equipamentos e de software para o projeto-piloto de sistemas de automação de subestações.
  • Fornecimento da primeira referência da solução de inversores e controlo para central híbrida (central com grupos diesel e energia fotovoltaica) para um cliente industrial na África do Sul. A solução EFASOLAR Hybrid constitui uma plataforma flexível de inversores fotovoltaicos e controlador que permite fácil integração com grupos diesel já instalados ou com novas soluções disponibilizadas no mercado.
  • Concretização da primeira referência de PVStations no mercado da Holanda.
  • Apresentação da nova gama de produtos PAC (proteção e controlo para MAT/AT/MT) e conclusão das homologações respetivas em 15 Power Utilities.

No segmento espacial, a Efacec está a desenvolver, em conjunto com mais três parceiros, um inovador monitor de radiação para a missão JUICE que irá orbitar o planeta Júpiter em 2022. Ainda neste domínio, a Efacec continua a desenvolver altímetros para missões a pousar em Marte ou noutros corpos celestes. Complementarmente, a Efacec controla a operação do ALFASAT-TDP8, promovendo a recolha de dados, a emissão de telecomandos para definir o estado do equipamento que foi fornecido em 2013 e que, desde essa data, está em órbita geo estacionária neste satélite da ESA e da Inmarsat. Por sua vez, o BERM – BepiColombo Radiation Monitor, já entregue à AIRBUS, está em fase final de testes de integração na nave espacial que irá para o espaço em 2018 e irá orbitar o planeta Mercúrio.

PERFORMANCE FINANCEIRA
INDICADORES ECONÓMICOS

(MILHÕES DE EUROS)

O volume de negócios do ASE, bem como os restantes indicadores, foram diretamente influenciados por três acontecimentos relevantes:

  • Transferência, para esta Unidade de Negócio, de três atividades – Sistemas de Alimentação, Inversores e Espaço –, o que conduziu ao aumento da diversidade de negócios e ao incremento do respetivo volume, o que se traduziu no atingimento de um máximo histórico ao nível das encomendas.
  • Alteração do critério de contabilização dos custos com I&D que passaram a ser consideradas como custo operacional, impactando por isso o EBITDA.

Os negócios das atividades transferidas para o ASE justificaram, nas encomendas, 5,3 dos 14,2 milhões de Euros de aumento face ao ano anterior, e nas receitas 6,7 dos 8,2 milhões de Euros de aumento. Por sua vez, estas atividades transferidas impactaram o aumento da margem bruta de 2,5 milhões de Euros em 1,2 milhões de Euros.

O ASE manteve, em 2016, um volume de investimento elevado em atividades de I&D (cerca de 4 milhões de Euros), que constituiu a base da competitividade do negócio, promovendo a entrada em novos mercados, bem como a captação de novos clientes.

Para efeitos de análise comparativa, são apresentados indicadores ajustados do efeito da transferência das atividades e da uniformização do critério dos custos de I&D.

INDICADORES ECONÓMICOS AJUSTADOS

(MILHÕES DE EUROS)

EXPECTATIVAS PARA 2017

A UN ASE prevê para 2017 um ano de grandes desafios, com o lançamento de novos produtos, a abertura de novos mercados e o arranque de novas áreas de atividade, transversalmente apoiados num novo modelo organizacional, com uma forte orientação para o cliente e excelência operacional, e uma crescente aposta na tecnologia e crescimento sustentável.

Apesar da perspetiva de crescimento apresentada ser bastante agressiva, existe na Unidade confiança e convicção no cumprimento dos objetivos definidos, uma vez que o plano de negócios se encontra sustentado num conjunto de oportunidades comerciais que respondem, com segurança, ao plano traçado.

Em paralelo, a Unidade irá prosseguir desenvolvimento das estratégias delineadas, destacando-se a implementação do novo modelo de negócio para a venda de produtos de proteção e controlo, o lançamento da nova área de atividade de storage, a par de um vasto número de iniciativas no domínio da inovação tecnológica, da excelência operacional, da proatividade comercial, do foco no cliente e do desenvolvimento do talento.

Para 2017, é também objetivo a simplificação dos métodos de trabalho e processos internos, procurando tornar a Unidade mais ágil e homogénea, garantindo maior rapidez e eficiência na resposta aos clientes e ao mercado em geral.

Por último, um dos objetivos para o ano de 2017 é o lançamento das bases para colocar a UN ASE entre as melhores empresas para trabalhar em Portugal, no seu domínio de atividade.

UM OLHAR
SOBRE O NEGÓCIO

PAULO
VAZ

UNIDADE DE NEGÓCIO DE AUTOMAÇÃO

Quais os contributos que reconhece às novas gamas de produto de proteção e controlo, durante o próximo quinquénio?

As novas gamas de produtos compreendem uma terceira geração de tecnologia neste domínio de atividade para a Efacec. Hoje, dispomos de uma gama de produtos state-of-the-art com características de abrangência funcional acrescidas face à geração anterior e que materializam uma experiência de mais de 25 anos em proteção digital. Desenvolvida de raiz com base em standards de modelação de informação e funções como a IEC 61850, e de forma a responder aos requisitos de mercado internacionais, a tecnologia Efacec apresenta ainda características diferenciadoras como a total integração, num único software de engenharia, de todo o conjunto de produtos desde os relés de transmissão e as unidades centrais e SCADA local, até às unidades de automação de feeders de Média Tensão. Este novo quadro cria um par tecnologia/serviço de valor único para os nossos clientes e parceiros.

Adicionalmente, estamos a rever os processos de produtos e tecnologia, a cadeia de valor e a sistematizar o go-to-market em paralelo com investimento em I&D para a geração seguinte de produtos. Vamos criar, em 2017, as condições de sustentabilidade para alavancar um forte crescimento internacional nos próximos 5 anos, posicionando-nos, em conjunto como os nossos parceiros, como parceiro de referência em múltiplas geografias.

Num contexto de mudança organizacional, e num quadro em que a digitalização promete transformar o setor, de que modo se posiciona o ASE e qual prevê que seja o seu papel?

A emergência do big data, da cloud, da Internet das Coisas ou da Inteligência Artificial é, já hoje, uma realidade e 2016 estabeleceu um novo patamar de expectativas para a digitalização da indústria com perspetivas de crescimento para os negócios suportados no digital muito acima da média da indústria. O futuro dos sistemas de energia é digital e focar-se-á em três eixos: optimização, flexibilidade e experiência do consumidor.

No caso das redes elétricas, estamos num ponto de viragem no respeitante à gestão de ativos, penetração da mobilidade elétrica, armazenamento, produção dispersa de fontes como o solar fotovoltaico ou às micro redes. Estes conceitos não são novos, mas estão a chegar à realidade industrial e só podem ser integrados se geridos por tecnologias digitais. A UN ASE congrega um conjunto de competências únicas em matéria de digitalização das redes e estamos no cerne desta transformação, desde a Muito Alta Tensão até à Baixa Tensão, passando pelo software de gestão e suporte. O nosso perfil é único.

A Unidade está preparada para este novo paradigma tecnológico e simultaneamente responder às exigências de crescimento planeado para os próximos anos?

A UN ASE tem perfeitamente claro o que é necessário fazer e quais os fatores críticos de sucesso para termos sucesso nestes desafios.

Estamos na “linha da frente” naquilo que tem vindo a ser discutido em relação às evoluções de mercado, sobretudo as evoluções tecnológicas e as necessidades dos clientes no domínio dos sistemas de automação de energia. Por outro lado, a revisão dos nossos processos, o lançamento dos novos produtos e os nossos Recursos Humanos altamente qualificados permitem-nos assegurar, com reforçada confiança, que estaremos na linha da frente dos melhores players existentes no mercado.