MOBILIDADE ELÉTRICA

69

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Número de Colaboradores

12,3M€

12,3M€

Volume de negócios

1,1M€

1,1M€

EBITDA

VISÃO

Reforçar o seu posicionamento enquanto umas das principais referências a nível mundial no setor das estações de carregamento de veículos elétricos.

MISSÃO

Tornar os veículos elétricos parte da vida das pessoas, oferecendo uma gama completa de carregadores para os segmentos privado, público, rápido e sem fios.

ESTRATÉGIA
  • Aposta na inovação e no time-to-market e num portefólio alargado de soluções
  • Desenvolver uma política continuada de parcerias a nível global
QUE GEOGRAFIAS?

A inovação e elevada performance refletem um portefólio de produtos em contínuo desenvolvimento e cobrindo as mais exigentes e emergentes necessidade do mercado.

PILAR ESTRATÉGICO

Inovação
Tecnológica

  • Desenvolvimento de novas soluções de carregamento (ex.: carregamento por indução)
  • Desenvolvimento do negócio de serviços

Excelência
operacional

  • Aumento da eficiência produtiva através de melhorias operacionais
  • Otimização da industrialização da produção para acompanhamento do crescimento do mercado

Proatividade
comercial

  • Diversificação de footprint com mercados emergentes potenciais
  • Alargamento da rede de parcerias para incluir cariz global

Foco no
Cliente

  • Estabelecimento de parcerias com clientes para desenvolvimento de produtos e soluções

Desenvolvimento
do Talento

  • Construção de um modelo de carreiras dual, fomentador do desenvolvimento profissional das funções técnicas, a par das funções de gestão
  • Revisão do modelo de avaliação de desempenho, incorporando de forma transversal à Efacec a especificidade das famílias funcionais versus grupos funcionais
  • Revisão do modelo de compensações e benefícios, promovendo a orientação para os objetivos estratégicos (ex.: proatividade comercial) e táticos
  • Definição de um modelo de gestão do talento que permita identificar colaboradores com elevado potencial e orientá-los para percursos de desenvolvimento profissional mais acelerados
  • Construção de um plano de formação comportamental, funcional e de gestão, que permita preparar os colaboradores para a visão Efacec 2020

A estratégia definida materializa-se em 11 iniciativas, que se prevê que tenham impacto positivo no EBITDA a partir de meados de 2017.

VISÃO GLOBAL DOS MERCADOS

Em 2016, o mercado global de carregadores continuou em ritmo de crescimento, acompanhando a crescente oferta de veículos elétricos disponibilizada pelos grandes fabricantes de automóveis. O aumento de autonomia dos veículos e a procura por tempos de carga cada vez menores impulsionou o crescimento das soluções DC (Corrente Contínua) de carga rápida mais potentes. As regiões com o maior crescimento continuaram a ser, no ano de 2016, a América do Norte, a Ásia Pacifico e a Europa Ocidental, conjugando importantes fatores como o aumento da procura dos utilizadores finais e a existência de programas de incentivo governamentais em redes de carregamento públicas e de investimentos por parte de algumas utilities e fabricantes de automóveis.

PERFORMANCE OPERACIONAL

No ano de 2016, o mercado Europeu e dos EUA mantiveram-se como os principais focos de atuação da Unidade de Mobilidade Elétrica (EEM). Verificou-se também um alargamento da atuação para mercados de potencial elevado, nomeadamente na Ásia e América Latina, em grande parte devido às parcerias estabelecidas.

O ano de 2016 correspondeu ao melhor ano de sempre para a EEM, tendo-se verificado um forte crescimento das encomendas face ao ano anterior, consolidando a posição referencial no mercado e o reconhecimento dos seus vários intervenientes (marcas automóveis, operadores de redes de carregamento, utilizadores) da sua capacidade de inovação e tecnologia. Para os resultados obtidos, importa destacar o mercado da Europa, nomeadamente os clientes Allego GmbH, Innogy SE, Garo AS e Porsche AG, como sendo os grandes contribuintes para o volume de negócios conseguido.

Em 2016, foi também introduzida no mercado a gama de carga de alta potência, com os primeiros contratos já concretizados, e iniciou-se o primeiro projeto de carga sem fios. Em termos futuros, perspetiva-se a continuação do crescimento da procura por equipamentos de carga em países onde a mobilidade elétrica está a dar os primeiros passos e por sistemas de carga de alta potência em mercados mais maduros.

O atual reconhecimento alcançado pela EMM no mercado foi fomentado pela participação ativa nas associações que determinam a evolução do setor (CHARIN, CHAdeMO, OCA, APVE, ABVE), pela presença em diversos eventos e feiras, de onde se destacam a EVS em Montreal e eCarTec em Munique, assim como pela colaboração com várias marcas de automóveis e autocarros que mantiveram a EEM a par das mais recentes necessidades do setor. Nesse sentido, a EEM consolidou a sua imagem de player de referência, com uma forte capacidade de inovação e detentora de um portefólio de produtos de qualidade superior, num mercado em expansão onde o time to market é essencial.

O ano de 2016 fica também marcado pela transferência para a UN ASE das atividades não core de mobilidade eléctrica – Sistemas de Alimentação, Inversores e projetos para o Espaço –, reforçando, assim, o seu foco estratégico na Mobilidade Elétrica.

Em 2016, destacaram-se, ainda, os seguintes acontecimentos:

  • Lançamento de novos produtos no mercado, com destaque para os carregadores de elevada tensão e elevada potência destinados a veículos de grande autonomia, e para o início de projetos de carga sem fios
  • Fornecimento de carregadores rápidos para o Projeto Fast-E, do cliente Allego, o maior projeto de carga rápida na Europa financiado pela União Europeia.
  • Continuação do projeto Tank&Rast, do cliente Innogy, o maior projeto de carga rápida na Alemanha.
  • Encomenda de um conjunto de carregadores, para uso interno, a instalar em 7 locais em 3 países, para a Porsche, permitindo à EEM instalar os primeiros carregadores de 350 kW para veículos ligeiros do mundo.
  • Entrada no mercado do Sudeste Asiático, com as primeiras encomendas para Macau e Hong Kong.
  • Vários projetos de desenvolvimento, em parceria com clientes, destacando-se: carga sem fios com construtores automóveis, carga de oportunidade para autocarros e carga ultra rápida com operadores de carregamento
PERFORMANCE FINANCEIRA

Até final de 2016, a EEM desenvolvia, para além do negócio da Mobilidade Elétrica, as atividades de Sistemas de Alimentação, Inversores e Espaço. Em 2016 estas atividades foram transferidas para a UN ASE.

Os indicadores oficiais apresentados não são por isso comparáveis. No entanto, para análise da evolução do negócio, e no que se refere a encomendas, receitas e margem bruta, excluímos, estas atividades de 2015, apenas para efeitos de análise comparativa:

INDICADORES ECONÓMICOS

(MILHÕES DE EUROS)

INDICADORES ECONÓMICOS COM AJUSTAMENTO DE CISÃO DE ATIVIDE

(MILHÕES DE EUROS)

Ao nível das encomendas, a EEM assegurou um aumento de 84,4% face ao ano anterior, o que lhe permitiu uma performance favorável ao nível das receitas, bem como um reforço significativo do seu backlog.

Apesar de ser um negócio em fase de desenvolvimento, a EEM conseguiu níveis de rentabilidade favoráveis, evidenciados pela margem bruta percentual alcançada, que foi superior à do ano transato.

Apesar de não ser possível efetuar uma comparação do EBITDA com o ano anterior verificou-se, em 2016, uma excelente performance da EEM neste indicador, que corresponde a cerca de 9% do valor das receitas, mesmo considerando os custos de I&D incorridos no ano de cerca de 1 milhão de Euros.

EXPECTATIVAS PARA 2017

O ano de 2017 será certamente mais um ano importante para o crescimento e consolidação da EEM. Nesse sentido, prevê-se que a atenção seja dedicada maioritariamente a:

  • Continuação da afirmação de liderança a nível internacional.
  • Início do rollout das redes de carga rápida de grande potência na Europa Ocidental e nos EUA.
  • Lançamento no mercado de novas soluções de carregamento, nomeadamente carga com armazenamento de energia, carga sem fios, carga de oportunidade para autocarros e novas funcionalidades de carga inteligente.
  • Continuação do foco na Europa Ocidental e EUA, complementado pelo crescimento em outras geografias, como a Europa de Leste, Sudeste Asiático, América Latina e Médio Oriente.
  • Aumento da capacidade produtiva com a expansão da área fabril.
  • Continuação da implementação de procedimentos suportados por novas soluções de sistemas de informação, com vista ao aumento da produtividade e da qualidade.
  • Desenvolvimento de projetos lean de melhoria contínua.

UM OLHAR
SOBRE O NEGÓCIO

PEDRO
SILVA

UNIDADE DE NEGÓCIO DE MOBILIDADE ELÉTRICA

Em 2016 verificou-se, na EEM, um aumento significativo de capacidade de produção em curso. Quais as iniciativas que estiveram na origem destes resultados?

Nos últimos meses, têm estado a decorrer obras de adaptação do edifício de escritórios e do edifício fabril que permitirão, aquando do seu término, dotar a EEM de uma capacidade de produção de mais do dobro da atual, bem como de melhores condições a outros níveis relevantes. A título de exemplo, podemos referir que os escritórios ficarão separados da área fabril, os laboratórios de I&D, testes de fim de linha e de engenharia de produtos terão mais capacidade, a fábrica ficará apenas e totalmente adstrita à EEM, os fluxos de materiais serão melhorados, bem como todo o layout.

Em paralelo, estão a ser implementados diversos projetos que envolvem novas ferramentas informáticas de gestão de projetos e de releases, de automatização de processos e de planeamento de produção, bem como novas metodologias, como um projeto lean e a implementação para futura certificação da norma de qualidade do setor automóvel IATF 16949. Todas estas iniciativas contribuem diretamente para o objetivo de crescimento da EEM nos próximos anos.

Como perspetiva a evolução da potência de carregamento dos veículos elétricos para 350kW? E de que forma a EEM se tem adaptado a essa nova tendência de mercado?

O anúncio de automóveis elétricos com autonomia de centenas de quilómetros vai permitir a possibilidade de efetuar grandes distâncias com uma única carga. Para que tal seja possível, assegurando, em simultâneo, tempos aceitáveis, a potência de carregamento necessária terá que subir significativamente, uma vez que a capacidade das baterias terá necessariamente de ser superior. Na perspetiva da EEM, os carregadores de potência elevada (acima de 150kW e até 350kW) serão fundamentais para a adoção da mobilidade elétrica a um nível mais alargado, e deverão estar presentes, sobretudo, nas autoestradas. Por sua vez, os atuais carregadores de 50kW deverão crescer em número, sobretudo, em zonas urbanas e estradas secundárias. Neste enquadramento, a EEM tem vindo a apostar na detenção atempada dessa tecnologia, através do envolvimento em projetos importantes, garantindo a sua disponibilidade assim que a mesma se tornar necessária.

Em que mercados e/ou segmentos perspetiva um crescimento mais significativo para os próximos anos?

Perspetiva-se que o setor do carregamento de veículos elétricos terá um forte crescimento em praticamente todos os segmentos: carga rápida e super rápida, carga privada a potência menor para reposição diária da capacidade gasta num dia médio, carga de transportes públicos sobretudo plug in, mas também carga de oportunidade, e um segmento que deverá surgir em breve que é o da carga sem fios.

Em termos de geografias, a Europa e os EUA deverão continuar a ser a base do nosso negócio. No entanto, não deveremos descurar nunca a relevância de outros mercados que já hoje se afiguram como críticos para o nosso crescimento sustentado no futuro.