SERVICE (SRV)

155

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Número de Colaboradores

26,4M€

26,4M€

Volume de negócios

4M€

4M€

EBITDA

VISÃO

Ser uma referência como prestador de serviços de manutenção e revamping de equipamentos e instalações para o setor de energia, no mercado global.

MISSÃO

Promover soluções e serviços de manutenção e revamping com qualidade, ética, segurança e responsabilidade, maximizando a criação de valor nos clientes

ESTRATÉGIA
  • Fortalecer o relacionamento com os clientes nos mercados atuais, respondendo às suas expectativas com inovação e diversidade de soluções
  • Aumentar o footprint geográfico, com foco em novos mercados
QUE GEOGRAFIAS?

Durante 2016, a Unidade de Negócio de Service viu o seu âmbito de atuação revisto, integrando todas as valências técnicas de manutenção, reparação e reabilitação até então dispersas pelas várias Unidades de Negócio de Produtos. Esta reorganização visou potenciar o crescimento do negócio de manutenção, mas também prestar um melhor e mais abrangente serviço aos clientes.

PILAR ESTRATÉGICO

Inovação
Tecnológica

  • Autonomização da Unidade de Negócio numa lógica de Produtos
  • Expansão do leque de serviços, focando em linhas de negócio com vantagem competitiva e sustentável
  • Potenciação e crescimento do negócio de revamping de equipamentos e instalações elétricas

Excelência
operacional

  • Otimização da gestão das oficinas e unidades de reparação
  • Melhoria/transferência de instalações das unidades de reparação em geografias selecionadas

Proatividade
comercial

  • Abordagem primordial a mercados/clientes de pequena/média dimensão com “parque instalado” relevante
  • Aproveitamento das estruturas comerciais existentes nas geografias estratégicas da Efacec
  • Desenvolvimento de parcerias locais para alargar a base potencial de clientes e aumentar o conhecimento local e o estabelecimento de acordos com fornecedores de equipamentos
  • Intensificação de esforços comerciais conjuntos, visando a captação de sinergias em mercados e/ou clientes (upsell e cross-sell)

Foco no
Cliente

  • Melhoria dos SLAs (Service Level Agreements) acordados com os clientes
  • Melhoria no cumprimento dos prazos de entrega (On Time Deliver)

Desenvolvimento
do Talento

  • Construção de um modelo de carreiras dual, fomentador do desenvolvimento profissional das funções técnicas, a par das funções de gestão
  • Revisão do modelo de avaliação de desempenho, incorporando de forma transversal à Efacec a especificidade das famílias funcionais versus grupos funcionais
  • Revisão do modelo de compensações e benefícios, promovendo a orientação para os objetivos estratégicos (ex.: proatividade comercial) e táticos (ex.: redução do índice de sinistralidade) das Unidades de Negócio e Grupo
  • Definição de um modelo de gestão do talento que permita identificar colaboradores com elevado potencial e orientá-los para percursos de desenvolvimento profissional mais acelerados
  • Construção de um plano de formação comportamental, funcional e de gestão, que permita preparar os colaboradores para a visão Efacec 2020

A estratégia definida materializa-se em 10 iniciativas, que se prevê que tenham impacto positivo no EBITDA a partir de meados de 2017.

VISÃO GLOBAL DOS MERCADOS

No ano de 2016, continuou a verificar-se a tendência de degradação e envelhecimento do parque de ativos instalado nas utilities de energia, sobretudo nas regiões da Europa e América do Norte. De facto, o diferir de novos investimentos e o prolongar da vida útil dos ativos críticos existentes na rede, alguns com mais de quatro ou cinco décadas, foi possível, sobretudo, através de uma maior intervenção de inspeção ou monitorização.

Adicionalmente, verificou-se, a nível global, uma clara tendência para a externalização das atividades de service pelas utilities, a qual foi confirmada pela própria Efacec no mercado ibérico. Contrariamente, os mercados africanos relevantes, como Angola e Moçambique, viram os seus investimentos em energia amplamente condicionados pela baixa do preço do barril de petróleo.

PERFORMANCE OPERACIONAL

Em 2016, as receitas de Service apresentaram a seguinte distribuição por segmento de negócio:

O ano de 2016 ficou marcado pela colocação em serviço do transformador conversor HVDC 96.7MVA 230/114kV Trafo Union, após uma intervenção profunda com substituição da bobinagem, projetada e fabricada segundo tecnologia própria Efacec, na central Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em Moçambique. Tratou-se de uma reparação no local, inédita no histórico da Efacec e, por isso, um marco de extrema importância que confirmou a aposta deste cliente nas capacidades do Grupo.

Em 2016, a UN SRV foi igualmente responsável pela remodelação da Subestação da Boavista da EDP, com o revamping de um QMMT tipo ND5 S de fabrico Efacec, do ano de 1964. O processo de intervenção consistiu na remodelação completa dos quadros, substituindo os disjuntores de tecnologia desatualizada e de pequeno volume de óleo, em fim de vida útil, por disjuntores atuais a vácuo. A metodologia utilizada para a substituição dos disjuntores permitiu transformar um QMMT compartimentado (diversos compartimentos com comunicação direta entre si) num QMMT blindado (compartimentos isolados entre si, por uma estrutura metálica, ligada à terra), garantindo assim maior fiabilidade e segurança na exploração da instalação.

A REN manteve, em 2016, a confiança na Efacec, com a adjudicação de vários projetos de reacondicionamento de transformadores, dos quais se destaca o serviço realizado ao transformador de Recarei, de 450 MVA, 400/220/19,97 kV. Este serviço inseriu-se no âmbito da política da REN de recondicionamento das máquinas e aumento da correspondente vida útil. O trabalho consistiu em secagem da parte ativa, substituição do óleo, substituição e beneficiação dos acessórios exteriores de proteção e refrigeração do transformador, incluindo uma pintura geral, com decapagem, novo conservador, dotado de balão para evitar o contacto do óleo com o ar ambiente, beneficiação do sistema de proteção contra incêndio e ainda montagem de sistemas de monitorização do óleo e das travessias.

Ainda em Portugal, importa destacar o projeto, fornecimento e montagem de dois sistemas de excitação estática e rebobinagem do estator, com reempilhamento total do núcleo magnético, dum alternador 5000kVA, 6kV, 750rpm da Central Senhora de Monforte. Nesta obra, importa salientar o fornecimento dos sistemas de excitação com desenvolvimento, projeto e instalação própria da Efacec, bem como o facto de ter sido feita a intervenção em tempo recorde, por forma a minimizar perdas do cliente, por falta de produção de energia.

Na Europa, é de referir que, em 2016, a VOITH, na Alemanha, solicitou à Efacec apoio técnico na bobinagem do estator dum novo alternador de 265MVA, 15.75kV, 375rpm de uma central hídrica em Waldeck. Em Espanha, por sua vez, verificou-se um aumento relevante do número de reparações de grandes máquinas, em oficina, resultante do envelhecimento do parque de transformadores.

PERFORMANCE FINANCEIRA
INDICADORES ECONÓMICOS

(MILHÕES DE EUROS)

Ao nível das encomendas, a UN SRV registou um aumento de 0,8% face ao ano anterior, em particular devido à performance nos mercados português (11%) e angolano (110%). Em contrapartida, assistiu-se a um decréscimo nos mercados espanhol (-23%) e moçambicano (-27%).

Ao nível das receitas, a diminuição verificada deveu-se, essencialmente, ao mercado de Moçambique, onde se registou uma diminuição de 3 milhões de Euros, face a 2015.

Ao nível da margem bruta, a UN SRV apresentou uma melhoria face a 2015, em termos absolutos, de 1 milhão de Euros. Em termos relativos, a margem bruta evoluiu de 23,9% para 28,4%, em particular devido à performance nos mercados português e angolano.

No EBITDA, por sua vez, registou-se uma evolução favorável relacionada com a melhoria da margem bruta. Adicionalmente, o EBITDA registou um contributo positivo resultante da diminuição dos custos indiretos (-0,6 milhões de Euros) e das diferenças de câmbio que, em 2016, registaram um valor positivo de 0,5 milhões de Euros – em 2015 ascendiam a 0,7 milhões de Euros negativos. A redução dos custos de estrutura ocorrida a 2016 permitiu melhorias significativas na rentabilidade do negócio.

EXPECTATIVAS PARA 2017

A internacionalização da UN SRV constitui, simultaneamente, uma necessidade e uma oportunidade: uma necessidade pela dimensão diminuta do mercado português e uma oportunidade pela possibilidade de aceder a novos e diversificados clientes. Assim, a melhoria da performance económico financeira da Unidade de Negócio está inevitavelmente relacionada com o sucesso da internacionalização e acesso a novos clientes.

A nível internacional, a UN SRV detém estruturas próprias em Angola, Argélia, Espanha e Moçambique. Atualmente, existem condições para a prestação de serviços de manutenção regulares em França e Marrocos e prevê-se que, em 2018, o mesmo seja possível no Reino Unido e nos EUA. Ambos os países são cruciais para a estratégia da Unidade, uma vez que historicamente se regista uma boa aceitação dos produtos da Efacec, além de existir um parque instalado importante e uma relação próxima com os clientes.

Para 2017, pretende-se ainda continuar a reforçar a aposta na segurança do trabalho. Este tópico possibilita, para além de maior organização e menor probabilidade de ocorrência de acidentes, uma melhoria significativa do ambiente de trabalho, da produtividade e da qualidade do mesmo. A Efacec tem vindo a reconhecer a necessidade de otimizar os processos que visam garantir a segurança dos colaboradores e a comprometer-se com a superação dos padrões normativos habituais no setor. A UN SRV, por ter uma atividade realizada maioritariamente nas instalações do cliente e com trabalhos que se revestem de elevado risco, atribui elevada importância à segurança. Por esse motivo, 2017 será um ano de forte aposta na evolução do comportamento dos colaboradores nesta matéria, com o intuito de reforçar a cultura de disciplina e excelência operacional capaz de conduzir a uma meta de zero acidentes, contribuindo assim para a melhoria dos resultados.

Atualmente, os clientes procuram a Efacec pelos benefícios que acrescenta à sua atividade, bem como pela forma como é dada resposta aos seus principais problemas, expectativas e necessidades. Nesse sentido, o sucesso do negócio está fortemente alavancado na compreensão profunda das necessidades dos clientes, na capacidade de as antecipar e no esforço contínuo por oferecer sempre a melhor solução.

Ao nível das pessoas será feita uma forte aposta no desenvolvimento das competências individuais e técnicas dos colaboradores em contato direto com o cliente, através de formação e acompanhamento específico.

UM OLHAR
SOBRE O NEGÓCIO

TIAGO
GONÇALVES

UNIDADE DE NEGÓCIO DE SERVICE

Qual o posicionamento do Service no setor de atividade da manutenção? E quais as vantagens competitivas que a caracterizam e distinguem da concorrência?

A capacidade do Service permite prestar serviços em equipamentos próprios ou de outros fabricantes, com os mais elevados padrões ao nível de segurança e de qualidade, através de um conjunto de profissionais altamente especializados, oferecendo integração vertical de serviços a um universo bastante diversificado de clientes, desde a pequena indústria até às grandes utilities. Assim, a Efacec pode oferecer aos seus clientes a garantia de um adequado diagnóstico do estado dos equipamentos, assim como a capacidade de solucionar, no melhor prazo e por meios próprios, as anomalias encontradas.

Sendo a internacionalização um processo sempre complexo, como prevê mitigar os riscos de atuar noutros países, num negócio onde a proximidade e a relação com o cliente tem uma importância tão significativa?

Como não existem soluções únicas, infelizmente, não é possível eliminar completamente todos os riscos decorrentes de um processo de internacionalização. A solução de hoje, para uma situação particular e num determinado lugar, pode não funcionar da mesma forma noutro contexto cultural. Todavia, a experiência adquirida, a preparação específica, o estudo profundo de cada mercado, a aposta na criação de uma relação sólida com os clientes e a procura de parceiros e as melhores condições de atuação podem ajudar a mitigar, com sucesso, riscos e custos.

O mercado de Portugal é, e será sempre, a âncora do negócio do Service, daí que seja neste mercado que temos vindo a concentrar a nossa atividade de I&D, o know how especializado e o centro de decisão. Nos mercados internacionais, optamos por ter equipas de menor dimensão que constituem a primeira linha de intervenção, ou parcerias estratégicas com empresas de menor dimensão que possam responder, de forma imediata e eficaz, às solicitações do cliente. Intervimos com recursos e meios específicos de Portugal sempre que necessário, e em situações mais complexas. Num mercado global, como o de hoje, é fundamental que as empresas disponham de competências e recursos distintivos que lhes permitam ultrapassar as dificuldades e apresentar soluções aos clientes. A questão não é quem resolve os problemas, mas como os resolvemos.

Em detalhe, como descreve as perspetivas futuras que tem para o Service e estratégias de crescimento em curso para a Unidade?

Com a abertura e alargamento dos mercados, aumento da concorrência e ritmo de inovação, a Efacec não pode deixar de se transformar. Hoje em dia, as empresas têm de estar preparadas, a qualquer momento, para mudar, adaptar-se e reagir aos enormes desafios que surgem e ameaçam a sua atividade. A internacionalização é uma das respostas, assim como a diferenciação junto dos clientes. A competitividade está cada vez mais relacionada com a customização do produto e a distinção no serviço ao cliente, para além da capacidade de estabelecer parcerias com outros players no mercado.

A nível mundial, existe uma tendência para a redução significativa do investimento em novas instalações e na remodelação dos equipamentos. Em contrapartida, há uma aposta clara no conhecimento real do estado dos equipamentos existentes e na otimização da sua exploração até ao limite. O posicionamento da Efacec terá, forçosamente, de deixar de estar centrado apenas na resolução dos problemas e das avarias dos equipamentos, e passar para uma maior colaboração com os clientes para evitar as falhas, apoiar na gestão dos ativos críticos, evitar o excesso de manutenção e a substituição prematura de equipamentos numa ótica de maximização da disponibilidade dos ativos.